Hoje é domingo e eu estou feliz. Na maior parte do tempo é bem difícil eu me sentir bem quando estou só… mas a verdade é que eu realmente tenho apreciado a minha própria companhia. Talvez esse fim de semana tenha sido especialmente leve quanto a isso porque eu estive com muita gente todos os dias e pessoas que de fato me alimentaram de alegria e bons sentimentos.
Faz tempo que eu não via as meninas do colégio, mas os últimos encontros tinham sido um pouco decepcionantes, talvez eu estivesse fechado ou simplesmente acreditei ter sido julgado e isso alimentou um sentimento ruim. A verdade é que não é preciso de muito para se abrir. Abrir-se para as pessoas e deixar para lá noias ou confusões que só nossa mente faz. Helena tem todo direito de pensar e sentir tudo que ela sente, mas não é porque somos tão diferentes delas que não podemos ter momentos especiais. Talvez foi quando eu percebi isso que eu vivi aquela noite de despedida de Bruna tão divertida. Não bebemos, não fumei, mas eu senti alegria de estar com elas, de conversar besteria, de ser gente. Helena, por outro lado se fechou e tão cedo partiu sem dizer se quer um adeus.
A vida é um ampliação dessa pequena dinâmica. Duas pessoas tentando se encaixar num mundo difícil e solitário… uma se fechando em seu mundo e sendo pessimista e outra se esforçando para ver o melhor e se divertir. Essa noite fui eu que sucedi, mas isso não é uma condenação para Helena. É só uma metáfora, nos últimos tempos eu tenho sido muito “Helena”, mas talvez a diferença é que eu tenho me incomodado com isso e tentado, mesmo que falhando ser diferente.
Eu podia ter dormido na casa dela aquela noite, mas eu sempre inconscientemente tenho fugido dessa opção. Eu não entendia muito bem, mas depois de ir dormir na casa de Malu eu percebi que simplesmente a energia de lá me deixava mal. Na casa de Malu tudo é diferente. Eu me sinto realmente acompanhado de alguém, alguém que me ouve, que vê um filme comigo, que come comigo e ainda se importa e se preocupa com tudo. Eu não posso cobrar tanto de Helena, mas a nossa amizade já foi muito diferente.
Eu vivo falando dela… parece-me mesmo que ela confunde meus sentimentos. Mas eu não temo em dizer que sim, nos últimos anos tem sido um longo processo de aceitação, de entendimento, de perceber que tudo está diferente e eu sou, ainda que o mesmo, outro.
Aqueles momentos com Malu me alimentaram a alma, eu estava feliz. E ainda passar a tarde com a minha mãe alimentou-me mais ainda a alma. Eu sei que eu me entedio fácil lá, não tem muito o que fazer. Mas dessa vez eu realmente estava ali, eu queria abraçar a minha mãe e sentir que sou o filho dela. Eu costumo achar que as feridas não mudam nada, que eu sinto o mesmo e que nada mudou. Mas um olhar crítico revela que existe muitas feridas. Mas eu sinto a sua falta, sinto falta do seu amor e do seu abraço e aquele sábado eu tive isso.
Depois de me sentir amado e feliz eu fumei em casa, eu estava de novo sozinho, mas dessa vez eu estava feliz. Eu já estava alimentado de amor de pessoas que me fazem bem e agora eu estava tendo meu momento. Eu até tirei um cochilo antes de sair à noite, eu me sentia bem porque não estava ansioso. E minhas primas vieram e a gente saiu e se divertiu. Eu realmente me diverti. Sabe eu costumo me cobrar sobre tudo… acho que tudo tem que ser como antes, que eu tenho que sair e quebrar a bunda no chão, voltar para casa as 5 da manhã, de ônibus ou andando. Mas hoje as coisas não precisam ser mais assim para serem divertidas. Só de sair, curtir uma música, um beck e umas fotos malucas, acabar numa temakeria de esquina e matar a larica, chegar em casa bem e de uber, sem perigo, sem medo e ainda cedo, para me recuperar e ter um bom dia.
E depois de tudo isso, acordo de manhã… eu estou realmente feliz, eu ainda estou sozinho, mas eu amo isso, eu lavo os pratos, faço uma mesa farta de café da manhã e como. Eu me sinto feliz e preparo o almoço para toda a semana, as coisas estão tão bem que até o sabor do almoço que eu preparo fica inexplicavelmente mais saboroso. Eu acho que temperei a comida com amor, o amor que eu me nutri nesse fim de semana… eu queria que todos os fins de semana fosse assim. Porque eu me sinto feliz e eu amo as pessoas que cuidam e estão comigo.
De madruga de madruga. Tardezinha. .. ah, essa sim. A tarde bela… já quase a noite. . Mas tão claro que combina a noite e dia num impagável por de sol. A luz baixa parece me com olhos chapados de plantas… mato e fuga.
Fuga?
Momentos que sentia se de pé a cabeça ser eu. Eu mesmo.. sem sociedade e estórias. Mas coração ardia
Queria mentira
Mas era
Vira mira atira e erra
A verdade dura e mela
Acabou
se e a vida eh esta
It’s 2019 already and I wonder what if I ghosted on all social medias. Yesterday after finishing the Netflix serie ’you’ I got a little reflexive, about love, about what is socially acceptable and all the shit we live everyday. On day 1 of the year two guys on a motocycle came from nowhere and assaulted me and my friends. They took ours cellphones, their wallets and left us with a bad feeling. I know its fucking unfair, to lose what you literally worked for…. I remember when I bought that cellphone, I remember because it had been only 3 months before the event. Today is already the third day of the year, yet I feel differently from what I probably should.
I don’t know if I should grieve for the phone, somehow I feel like I should, but I’m not… some shit we just have to stand up and move on. What moves me is a free mind that I can work and get a new fucking phone, while their lives are wasted in crime and bad shit. I know that you feel like life is not being good with you… but honestly? Life has been really good to be. Yesterday they offered me a new position which I’m really willing for. I know that these are really new big challenges in my life, but I love challenges, that’s what moves us, right?
I know that I always overthink a lot about my future, what am I going to do? Where am I going to live? Who am I going to love? The truth is that I’m always going with the flow, and honestly I’m starting to believe that it’s the best. I’m really not sure yet if I’m going to study for the master… some days ago I could be completely sure. Day by day living I go discovering new things and deciding new stuff.
Suddenly I remembered of this old friend. I looked for him on all social medias, but I didn’t find him. I was both worried and impressed. How can someone just ghost out from all social medias? But it’s funny right. Honestly all the ppl on socials doesn’t truly give a fuck… they just feed their weak ego through others fake happy lives and feel bad about their selves. In the end all that matters are the ppl around you, sharing a life with you, day by day, who sometimes we don’t even give the right value. I’m at work right now, but you can’t leave a boiling mind waste your power
Eu definitivamente não sei lidar com a minha solidão. Momentos como esse começam a me enlouquecer, o que devo fazer em seguida?
Há ausência de concentração, ausência de gostos e preferências. O que eu vou assistir? O que eu vou ler? Será que estou fazendo só para agradar os outros ou realmente desejo fazer essas atividades?
Por fim sempre acabo aspirando a casa, lavando os pratos, mantendo tudo limpo. As vezes nem isso. Mas é bizarro como parece que estou com os mesmos medos do menino há 4 anos atrás. Onde estão meus amigos, onde está minha juventude, onde está minha energia e beleza?
Eu até queria fazer alguma coisa para ajudar com isso, não sei, encher a cara e ir para uma festa, malhar e obter um corpo bonito, sei lá, tantas coisas que eu gostaria… Mas que não passam de planos sem nexo num papel inexistente. Hoje faltam 2 dias para 2019 e embora 2018 tenha sido um ano de muitas realizações, especialmente no âmbito acadêmico/profissional, ainda me parece que tudo está um pouco pelo avesso. Porque tudo tem que ser assim tão pelo avesso em minha vida? Porque eu não podia sair de casa de uma maneira ordeira? Porque. E agora o mesmo disco se repete, eu vejo todos os meus amigos e familiares vivendo suas vidas com suas companhias e eu sempre estou aqui, me dando um abraço ou apertando meu ombro, dizendo calma Filipe, não enlouquece, você tem a si mesmo e isso basta, não é? E a dura resposta vem de dentro: Não, não basta e eu sei disso. Estou num labirinto sem saída e o único que pode me salvar sou eu mesmo. Eu não posso desejar que tudo seja diferente, 50 por cento de tudo são frutos dos meus atos. Eu só quero ser grato, 2018 foi bom. Mas eu sei, vou morrer buscando a minha família. Eu queria tanto encontrá-la.
Tem um bom tempo que eu não escrevo… e isso tudo tem um motivo, chama-se ansiedade. EU sempre ouço as pessoas por aí falando dessa danada…. não é incomum ouvir as pessoas falando sobre ela, pelo contrário tem cada vez se tornado mais frequente. A verdade é que a gente acha que sempre está imune de todos os problemas. É difícil parar e me ver com um grande problema, um problema que impede de ter um bom desempenho de ser eu o mais integralmente possível.
Ultimamente eu estou assim. E o mais interessante da ansiedade é que você vai levando tudo com a barriga, porque sempre tem um outro amanhã que você crê que vai ser diferente e anseia por mais e mais do futuro e esquece que aqui e hoje tem uma porrada de coisas para resolver…e você se estressa em resolver essa porrada de coisas porque simplesmente você não vê a hora de tudo acabar e o que?
E o mundo tem ido depressa demais, as exigências, as informações a porra toda. E ai me vem uma geração 20 anos mais velha me falar que as coisas ainda são as mesmas? Por favor, claro que não. É tão difícil enxergar que estamos todos doentes? podres por dentro. Parece que sim. E ainda mais gay, ainda mais num contexto que eu vim.
Eu sempre olhei para algumas coisas da vida de maneira analítica, eu ia vivendo e aprendendo em cada esquina, mas eu nunca me dei conta que tudo que vivi nos últimos 4 anos da minha vida de fato teriam consequências hoje, aqui com o garoto que vos fala. E não são consequências que derivam das minhas ações apenas, mas pelo contrário, creio que por depender demais das outras pessoas, emocionalmente falando.
Eu sempre sofri demais pelos outros e me parece que agora tudo perdeu o sentido. Conto os dias a dedo que não me deram vontade de fugir e chutar tudo para cima nos últimos 6 meses. Quantos foram os becks numa mesma semana acessos?
Quando eu achava que estava tudo sobre o meu controle, nada está.
Quem é que chega em casa numa segunda-feira a noite chorando como um menino de 5 sem saber ao certo porque? Quantas decepções esse coração carrega? Quantas pessoas que me tratam com insignificância minha alma carrega? Quantas e quantas dores e dores. Porque tenho que carregar tudo isso? Mas eu não precisaria, se eu não fosse eu.
Infelizmente sou assim, puramente para os outros e sem isso me vem um vazio, tudo perde o sentido. O que aconteceu com a vida? Que eu podia debater horas sobre o presente ou o passado e agora só sou capaz de pensar no futuro? Que anseio é esse que não me larga a cara?
Eu estou cansado, exausto, destruído e tem dias que isso fica na cara, nos outros eu só engano a mim mesmo, me faço um mimo, como feito um desesperado.
Quem eu me tornei? E quando é a hora de mudar; Eu não sei, e até essa pergunta me inquieta a mente, me anseia a alma, me doí o coração, as vezes dá vontade de chorar, mas me tornei tão sem sentidos que eu só observo como um grande psicopata observa a casa que ele acabou de atear fogo se destruir aos poucos. Eu só quero sentir a felicidade de novo. Mal me lembro da última vez que soltei um sorriso bobo, quando foi a última vez que realmente algo me alegrou? Eu não me lembro, eu realmente não me lembro e estar sozinho é cansativo demais.
Muito cansativo.
Tem alguma coisa especial no presente, você pode vivê-lo aqui e agora.
Todo mundo já está cansado de saber que nós somos a geração de ansiosos, e somos mesmo. É muito prognóstico para muita ansiedade, a verdade é que somos. Estamos sempre um passo a frente, pensando no amanhã, mas e hoje, o que faremos com ele?
Choremos.
Pois não há mais razões para chorar, se não ser grato por hoje. Viver hoje, melhorar, crescer, aprimorar, utilizar-se de cada segundo. Pois é, a vida é preciosa, e essa é a coisa que a gente não precisa ser ancião para ter conhecimento. O tempo voa, e voa, como avião no céu escuro.
Há luz, há vida
Viva garoto! Sejas feliz, sejas feliz!
E Deus abençoe!



